Imagem mostra empresário de sucesso sorrindo com dinheiro na mão, para ilustrar as áreas mais bem pagas da contabilidade

Conheça as 11 áreas mais bem pagas da Contabilidade e como ganhar até mais de R$ 100 mil

As áreas mais bem pagas da contabilidade concentram grandes responsabilidades que mexem com caixa, risco, auditoria, crescimento e decisão de alto impacto dentro das empresas.

Ou seja, quanto mais você se preparar tecnicamente e mentalmente para os cargos mais estratégicos, melhor vai ser a sua remuneração.

Dá para construir uma carreira de sucesso em quase qualquer trilha, mas algumas funções têm teto mais baixo e outras continuam subindo conforme você se torna mais importante para a operação.

A verdade é que o mercado remunera o tipo de problema que você resolve, o nível de exposição do cargo, a complexidade da operação e a maturidade de gestão da empresa. 

É por isso que dois profissionais com a mesma formação podem estar em patamares completamente diferentes de remuneração, mesmo com a mesma senioridade no papel. 

Áreas mais bem pagas da contabilidade com cargos e faixas salariais

Quando você olha para os diversos caminhos que pode percorrer na nossa área, fica fácil perceber que Contabilidade dá dinheiro e que é possível se dar bem de várias formas diferentes. 

As faixas citadas refletem médias praticadas no mercado brasileiro, com base em guias salariais de recrutamento, e variam conforme porte da empresa, região e nível de responsabilidade. 

Diretor Financeiro

Em muitas empresas brasileiras, Diretor Financeiro é o topo da área, mesmo sem o título de CFO. 

A rotina dessa função mistura gestão de caixa, orçamento, relação com bancos, política de crédito e muita cobrança por resultado. 

O salário varia muito porque o cargo varia muito. 

Quando a função tem autonomia e responde direto para sócios ou conselho, é comum ficar entre R$ 20 mil e R$ 50 mil por mês

Em estruturas em que o cargo só reporta, você bate no teto mais rápido.

Controller

Em empresa média, a remuneração de um controller costuma ficar entre R$ 15 mil e R$ 35 mil por mês, variando conforme o porte e a complexidade da operação.

No dia a dia, o controller responde pelo fechamento mensal e pela consistência das informações que chegam na diretoria. Isso envolve validar provisões, tratar estoque, devoluções, bonificações, frete, comissões e garantir que esses itens estejam refletidos corretamente no resultado. 

O trabalho ganha valor quando a empresa depende dessas informações para decidir preço, custo, investimento e correção de rota. 

Quanto maior a operação e a pressão por gestão, maior será a remuneração.

Diretor de Controladoria

Em grupos empresariais e empresas com várias unidades, a remuneração de um Diretor de Controladoria costuma ficar a partir de R$ 40 mil por mês, e pode subir conforme o tamanho do grupo e o nível de cobrança da alta gestão.

Esse cargo responde pela consolidação dos resultados, pela padronização de critérios entre unidades e pela qualidade das informações que chegam para diretoria e conselho. 

Também entra na rotina a organização do orçamento, a leitura de variações relevantes do mês e o acompanhamento de indicadores que influenciam nas decisões.

Diretor Contábil

Em empresas maiores e auditadas, a remuneração de um Diretor Contábil costuma ficar acima de R$ 25 mil por mês, variando conforme o porte, o setor e o nível de exposição da operação.

No dia a dia, esse cargo responde pelo fechamento contábil com padrão alto, prazo rígido e alinhamento com auditoria externa. 

Entra na responsabilidade garantir consistência de critérios, qualidade das informações, conciliações bem sustentadas e documentação organizada para auditoria e para a diretoria.

Gerente Fiscal ou Tributário

Um Gerente Fiscal ou Tributário costuma estar na faixa de R$ 18 mil a R$ 35 mil por mês em empresas com operação mais complexa.

A rotina envolve orientar a empresa em escolhas fiscais do dia a dia e segurar consistência nas regras, principalmente quando existe venda em vários estados, benefícios, substituição tributária, importação e regimes específicos. 

Também entra suporte para áreas internas que tomam decisão o tempo todo, como compras, comercial e logística, além de apuração bem feita, revisão de créditos quando cabível, acompanhamento de contencioso e interface com auditoria e consultorias quando o assunto exige documentação e sustentação técnica.

Auditor Interno Sênior ou Gerente de Auditoria

Auditoria interna bem paga não é “checklist”. Ela entra onde existe governança e necessidade de controle real. O escopo costuma envolver processos críticos, controles, riscos, testes e recomendações que a empresa precisa executar. Em posições de liderança, a remuneração normalmente fica entre R$ 15 mil e R$ 30 mil por mês, variando conforme porte e nível de reporte. Quando o cargo conversa direto com diretoria ou conselho, o mercado costuma remunerar melhor, porque a responsabilidade e a exposição crescem junto.

M&A e Valuation com base contábil

Quem trabalha com M&A e valuation entra quando a empresa vai comprar, vender ou reorganizar um negócio. 

O trabalho gira em torno de entender o resultado real da empresa, separar o que é recorrente do que foi pontual e levantar riscos que podem virar problema depois da transação. 

Isso passa por analisar contratos, composição de receita, provisões, impostos, contingências e passivos que não estão claros no balanço.

Em posições mais altas, é comum remuneração acima de R$ 20 mil por mês, principalmente em casas que fazem transação com frequência. 

O ritmo é pesado, os prazos são curtos e o erro custa caro, porque qualquer ajuste influencia diretamente o valor negociado.

FP&A com base contábil

FP&A é a área que acompanha orçamento, projeção e resultado ao longo do ano. 

É quem compara o que foi planejado com o que aconteceu e ajuda a empresa a corrigir rota quando o número sai do esperado.

O contador que vai para FP&A costuma se destacar porque entende como provisão, competência, custo e imposto afetam o resultado. Isso evita leitura errada de margem e decisão baseada em número distorcido. 

Em cargos mais altos, a remuneração costuma ficar entre R$ 15 mil e R$ 30 mil por mês.

Analista Contábil Sênior

Esse cargo é base de muita carreira contábil e tem limite claro. Em boas empresas, a faixa costuma ficar entre R$ 7 mil e R$ 12 mil por mês.

A diferença começa quando o analista deixa de executar tarefas isoladas e passa a fechar uma parte inteira da empresa, como uma unidade, um conjunto de contas ou um CNPJ.

Coordenador ou Supervisor Contábil

Você assume esse cargo quando a empresa precisa de alguém para organizar a rotina e fazer a entrega acontecer com equipe. 

A remuneração costuma ficar entre R$ 10 mil e R$ 18 mil por mês, variando conforme tamanho do time e responsabilidade sobre o fechamento final. 

É uma etapa que pode ser muito boa para construir musculatura de gestão, porque você começa a lidar com cobrança, prioridade e qualidade de entrega.

Empreendedor contábil

Empreender na contabilidade muda o jogo porque você não depende de vagas para poucos dentro das empresas e não precisa ser o profissional excepcional para ganhar bem

O que fez diferença no meu caminho na Tactus e dos milhares de empresários contábeis que conheço foi estruturar um escritório como empresa, com posicionamento bem definido e rotina comercial constante, sem viver de indicação eventual.

Quando isso está organizado, lucrar todo mês R$ 10 mil, R$ 20 mil, R$ 50 mil ou até muito mais de R$ 100 mil por mês é bem possível. 

Mas, é claro, você vai precisar pagar o preço de trabalhar muito mais, aprender novas habilidades de gestão contábil e de pessoas, saber como vender serviços contábeis e muito mais.

Se você estiver disposto a isso, sem dúvidas, essa será a área que mais paga bem na Contabilidade para você.

Leia mais: Como abrir escritório contábil em Home Office

Quanto tempo leva para chegar às áreas mais bem pagas da contabilidade?

O tempo depende do tipo de responsabilidade que você assume e do ambiente em que você trabalha.

Afinal, existe uma diferença grande entre ficar anos executando tarefas opracionais e passar a responder pelo fechamento de ponta a ponta. 

Quando você começa a fechar uma empresa inteira, ou pelo menos uma unidade relevante, e entra em temas que mexem no resultado, sua carreira acelera. 

Em empresa menor, essa responsabilidade chega mais cedo porque a estrutura é enxuta, enquanto em empresa grande normalmente leva mais tempo, mas constrói repertório forte e te coloca em contato com governança, auditoria e padrão de entrega.

Existe um teto salarial para quem segue carreira corporativa na contabilidade?

Existe sim, principalmente em funções em que a empresa enxerga o trabalho como rotina substituível

O teto sobe quando seu papel passa a ser associado a risco, governança, auditoria, fechamento com prazo rígido e decisões financeiras estratégicas. 

Ainda assim, a estrutura manda. Se a empresa não tem degrau acima, o crescimento vira troca de empresa ou troca de área. O ponto prático é este: carreira corporativa recompensa escopo e responsabilidade, e pune permanência longa na mesma faixa de entrega.

Vale mais a pena seguir carreira CLT ou empreender na contabilidade?

Você escolhe o que quer comprar agora.

  • CLT entrega previsibilidade e uma trilha de crescimento mais organizada.
  • Empreendedorismo entrega autonomia e um teto mais alto, com mais risco e ritmo de trabalho muito maior, principalmente no início.

Para ganhar mais no CLT, você depende de promoção, mudança de empresa e espaço na hierarquia. 

Para ganhar mais empreendendo, você depende de posicionamento, gestão e capacidade de conquistar clientes contábeis e retê-los.

Como saber se tenho perfil para empreender na Contabilidade?

Empreender na contabilidade não é só “ser bom tecnicamente”. Técnica ajuda, claro. Mas o jogo muda no minuto em que você vira dono. O que era rotina vira responsabilidade sua, e isso exige algumas coisas bem objetivas.

  • Você gosta de ter autonomia ou prefere receber uma lista clara do que fazer e só executar?
  • Você se adapta bem quando um plano muda no meio do caminho?
  • Você tem disposição para aprender habilidades que não fazem parte da rotina contábil, como vendas, precificação e comunicação com cliente?
  • Você consegue abrir mão de fazer tudo sozinho quando percebe que isso limita o crescimento, mesmo sabendo que outra pessoa não vai fazer do seu jeito?
  • Você prefere estabilidade e previsibilidade ou se sente mais confortável tendo controle sobre o rumo, mesmo com incerteza?

Se você leu isso e pensou “dá trabalho, mas eu topo”, o perfil está bem encaminhado. 

Se a ideia de vender, decidir e carregar o resultado nas costas te dá vontade de voltar para a segurança do CLT, também é um sinal, e ele não é errado, ele só aponta o caminho que combina melhor com o seu momento.

Quer sair do caminho comum da contabilidade e mirar as áreas que realmente pagam mais?

Se, ao olhar para as áreas mais bem pagas da contabilidade, o caminho que mais fez sentido para você foi o empreendedorismo contábil, vale entender que ganhar bem não vem só de técnica.

O AH Club é a mais plataforma do país voltada para empresários contábeis que querem estruturar melhor o negócio, organizar operação, aprender a vender serviço contábil e crescer com escala. 

O conteúdo é focado em gestão, comercial, posicionamento e tomada de decisão, exatamente os pontos que determinam quanto sobra no bolso de quem empreende na contabilidade.

Se você quer começar a empreender na contabilidade sabendo o que funciona na prática, entre para o AH Club e inicie sua jornada com muito mais chances de sucesso.

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